97% dos aposentados chilenos estão condenados à miséria

1 de julho de 2019 | Reforma da Previdência | Por riaambrasil | Um comentário

Porta-voz da organização No+AFP, Luis Mesina, denuncia como o sistema de capitalização da Seguridade Social implantado “em meados dos anos 1980, sob a tirania de Augusto Pinochet” condena o beneficio dos chilenos

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Pobreza e desesperança para os mais velhos (Imagens Pixabay)

O porta-voz movimento No+AFP (Não mais Administradoras de Fundos de Pensão), em Santiago, Luis Mesina, denuncia como o sistema de capitalização da Seguridade Social implantado “em meados dos anos 1980, sob a tirania de Augusto Pinochet”, “condena 97% dos chilenos a aposentadorias miseráveis”, “sendo a expressão trágica de um sistema que nega direitos fundamentais, lançando idosos a cenários desesperadores”.

“A expressão trágica de um sistema que nega direitos fundamentais, lançando idosos a cenários desesperadores”.

Desmontando a propaganda neoliberal, o dirigente das massivas manifestações populares em defesa da Previdência pública alertou os brasileiros dos impactos negativos da privatização e defendeu que “é preciso desmontar o argumento de Paulo Guedes de que a reforma enxugará os gastos públicos”. “É mentira, pois é o governo chileno quem paga pelo menos sete entre dez aposentadorias.

A capitalização, portanto, aumenta o gasto público, enquanto reduz consideravelmente os benefícios, com o cidadão recebendo menos de 30% do seu último salário”.

Considerando o informe da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “um elemento imprescindível para a batalha de ideias contra a reforma da Previdência no Brasil”, Mesina lembrou que, “categórico e contundente”, “o estudo compila ideias que não convêm e nem interessam ao governo de Bolsonaro”, fazendo com que seja praticamente invisibilizado pela grande mídia. O fato, assinala, é que até mesmo “países com governos de direita, como Romênia, Polônia e Hungria, desprivatizaram o sistema de capitalização da Previdência e voltaram ao sistema público”.

“A capitalização leva a uma desigualdade brutal e a uma alta concentração da riqueza

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Idosos na mendicância

“A capitalização leva a uma desigualdade brutal e a uma alta concentração da riqueza, pois os grandes grupos econômicos – fundamentalmente estrangeiros – usam nossa poupança, nossa humanidade e nossas vidas para financiarem seus projetos espúrios”. “E deixo uma pergunta para reflexão: se o grosso do dinheiro está nas mãos de AFP estrangeiras e de companhias de seguros que são donas das AFP, o que acontece se essas empresas estadunidenses quebram? A Lehman Brothers não quebrou? A Enron não quebrou?”. “É preciso desprivatizar”, sublinhou.

(* Com informações do Jornal GGN – Leia a íntegra da entrevista

https://jornalggn.com.br/previdencia-social/luis-mesina-97-dos-chilenos-estao-condenados-a-aposentadorias-miseraveis/?fbclid=IwAR3ilBqJfYwJiXNqq8irWG_EwhL7cDNoHzvK_1FN3ww5YbDphvS1LLjFMnE


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